quarta-feira, 30 de abril de 2008

Futebol inglês contra a homofobia


Justin Fashanu, o primeiro jogador de futebol a assumir publicamente a sua homossexualidade em Inglaterra, será homenageado em uma campanha idealizada pelos clubes ingleses contra a homofobia no futebol. Em 1990, o jogador assumiu a sua orientação sexual e teve alguns problemas entre companheiros de profissão. Em 1998, Fashanu foi obrigado a afastar-se da modalidade por uma denúncia de abuso sexual a um menor de idade. O objetivo da campanha é permitir que jogadores gays assumam a sua orientação sexual sem medo de sofrerem repressão.


terça-feira, 29 de abril de 2008

Boy Culture









Boy Culture é a cândida confissão de “X”, um extravagantemente bem sucedido prostituto. Após 10 anos de sexo pago, “X” envolve-se amorosamente com dois atraentes colegas e com um cliente mais velho e solitário, Gregory. Mas antes que Gregory aceite um envolvimento sexual, ele conta-lhe uma inquietante história de amor que durou 50 anos e incita “X” a experimentar algo que não sente há muito tempo: emoção. Baseado no aclamado romance de Matthew Rettenmund, Boy Culture é um dos filmes que pela temática abordada e pela forma como foi realizado será um dos filmes de temática homossexual a perdurar no tempo.

Por mim gostei e recomendo vivamente!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Moçambique: Maputo, o "pior lugar do mundo" para ser homossexual


O continente africano, onde a homossexualidade é ainda motivo de condenação à morte em alguns países e de perseguição e violência na maioria, é "o pior lugar no mundo" para ter uma opção sexual diferente.
A opinião foi expressa, em declarações à Agência Lusa, por Madeleine Isaaks, que preside à mesa do encontro internacional de lésbicas, bissexuais, transexuais e feministas africanos, que pela primeira vez teve lugar na capital moçambicana, subordinado ao tema "Preparar Pensadoras e Líderes Feministas Lésbicas do Século 21: Uma Resposta Feminista ao Patriarcado e à Homofobia em África".
A activista namibiana dos direitos das lésbicas - a única participante que aceitou falar e ser fotografada - considerou, no entanto, que o pior lugar do mundo para não ser heterossexual é também "o mais entusiasmante" para tentar mudar as coisas.
"Do ponto de vista do dia-a-dia, diria que África é o pior lugar do mundo para se ser lésbica ou para se ter uma opção sexual diferente da maioria. Mas, do ponto de vista do activismo, é também talvez o mais entusiasmante para se estar porque há muitas oportunidades e muita solidariedade entre organizações, o que torna muitas coisas possíveis", defendeu.
As palavras de Madeleine Isaaks são bem ilustradas pelo que acontece à sua volta: algumas dezenas de mulheres de todos os países africanos vestindo t-shirts com slogans feministas, passeiam-se ou conversam nos corredores de um conhecido hotel de Maputo onde decorre o encontro, sem nenhum dos habituais sinais de que ali está a decorrer um evento.
Entre elas há mulheres moçambicanas que também preferem não falar - apesar de o encontro ser organizado pela Associação Lambda, a primeira organização moçambicana de defesa dos direitos dos homossexuais a surgir em Moçambique.
Quando pressentem a presença de uma máquina fotográfica simplesmente afastam-se ou mantêm-se atentas ao movimento dos fotógrafos. Declinam falar ou identificar-se e entram apressadamente na sala, situada no piso inferior do hotel, onde apenas os participantes estão autorizados a entrar.
"Há países onde as mulheres serão condenadas a prisão perpétua ou mesmo à morte se forem consideradas suspeitas de serem homossexuais. Acho que é possível perceber o porquê da resistência em relação aos `média` ou a mostrarem a face. Quando voltam aos seus países têm que enfrentar consequências. Na África do Sul, no Uganda, as pessoas podem ser mortas ou violadas por serem homossexuais e a sociedade não faz nada. Na Serra Leoa, por exemplo, uma activista foi brutalmente assassinada e ninguém fez nada. É difícil para as pessoas serem abertas", justifica Madeleine Isaaks.
Actualmente, 38 países africanos têm leis que criminalizam a homossexualidade.
Ainda assim, a antiga funcionária do governo da Namíbia acredita que "é possível pôr termo à discriminação" de que são objecto.
"Se esses direitos foram salvaguardados em países como a África do Sul, por exemplo, é possível. E, por isso, para a coligação de lésbicas africanas, como organização, um dos objectivos é influenciar legislação junto de estruturas de carácter continental como a União Africana, ou regionais, onde os líderes políticos se reúnem e tomam decisões a essa escala", apontou.
Paralelamente, porque a atitude perante a homossexualidade é também "uma questão cultural e religiosa" - "Na África do Sul, por exemplo, a Constituição salvaguarda todos os direitos, mas as pessoas assassinam lésbicas", exemplifica -, é preciso também apostar na mudança de mentalidades.
Neste e noutros planos, a percepção da responsável pelo encontro de Maputo é que "em certos países [africanos] as coisas estão a avançar e noutros a retroceder" - casos do Ruanda, Nigéria, Uganda, como aponta - no que respeita à salvaguarda dos direitos dos homossexuais e lésbicas.
Moçambique, especificou Madeleine Isaaks, é exemplo de um país africano onde "as pessoas coexistem efectivamente em harmonia".
"Mas talvez isso seja porque as pessoas não se organizam e não se expõem. No momento em que se tornarem políticas, em que começarem a fazer barulho, aí os problemas devem começar. É o que nos diz a experiência", prosseguiu.
Em Moçambique a homossexualidade "não é crime" porque "não está tipificada como tal no Código Penal", como explicou à Agência Lusa o jurista Custódio Duma, da Liga dos Direitos Humanos (LDH) moçambicana - organização que em Outubro de 2006 realizou o primeiro seminário nacional sobre a homossexualidade em Moçambique.
Existe, no entanto, "uma cláusula penal que criminaliza práticas contra a natureza", um artigo que "não é direccionado especificamente à prática da homossexualidade", mas que cada juiz "pode interpretar à sua maneira".
Apesar disso, até hoje ninguém foi condenado em Moçambique pela prática de homossexualidade, existindo apenas processos ligados a discriminação (no local de trabalho, por exemplo) como adianta Custódio Duma.
"A maior parte da iniciativa processual tem sido de particulares, não do Ministério Público, mesmo que seja um crime público. E os particulares, por uma questão cultural, normalmente não tomam este tipo de iniciativa", justificou.
O encontro de Maputo, um acontecimento considerado "histórico" pela activista namibiana, por ter juntado um número sem precedentes de "mulheres e organizações", serviu para adoptar um plano estratégico para a coligação de lésbicas africanas para os próximos três anos.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ang Lee volta a dirigir filme gay

Diretor de "O Segredo de Brokeback Mountain", Ang Lee resolveu filmar mais um filme de temática gay. Segundo a agência de notícias Reuters, o novo filme de Ang gira em torno do festival de Woodstock. "Taking Woodstock" tem como figura central um designer de interiores e um gerente de um hotel que vive em Greenwich Village. O argumento do filme é baseado no livro de Elliot Tiber, "Taking Woodstock: A True Story of a Riot, a Concert and a Life".

Brokeback Mountain foi um filme que levou definitivamente a temática LGBT até à Gala dos Ócares, tendo ganho 3 galardões: Melhor realizador, argumento e Banda Sonora. Uma história comovente de amor entre dois homens que mostrou ao mundo algo que muitos ainda tinham receio de imaginar e não sonhavam que fosse possível ver num filme com a qualidade que Ang Lee o fez.

Como nota final recordar que Brokeback Mountain foi eleito, com quase 38% dos votos, o "filme mais romântico de 2005" no site Box Office Mojo, e a MTV Movie Award escolheu o beijo de Ledger-Gyllenhaal o Melhor Beijo do ano.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Bloquista contra a homofobia


O Bloco de Esquerda apresentou as Jornadas "Sem medos Contra a Homofobia", uma iniciativa que contou com a presença da apresentadora de televisão Solange F. e de Francisco Louçã. As Jornadas vão percorrer vários distritos e cuminarão em Junho com a realização de um Fórum Público. Para já, foram apresentados três projectos de lei, que instituem o dia nacional contra a homofobia, um conjunto de boas práticas para as forças de segurança no tratamento de crimes de ódio e o combate à discriminação nos serviços de recolha de sangue.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Abre o Labyrinto em Lisboa


Abre hoje em Lisboa o primeiro Clube de Cruising de Portugal. Este espaço à semelhança do que acontece por toda a Europa, destina-se a satisfazer as fantasias e fetiches dos utilizadores deste espaço.
O Labyrinto, localizado no bairro de Santos, junto à Assembleia da República, para aceder às festas há que fazer um registo e inscrever-se.


Este clube privado, destinado a maiores de 18 anos, tem já disponível no seu site a programação para esta primavera, sendo que todos os dias há festas temáticas, como sejam as underwear parties, Sporty, Jovens, Leather, Cocokring, Open Sex, Strip, Bears, Naked, etc...


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Grécia poderá permitir casamento entre pessoas do mesmo sexo

A Comissão Nacional para os Direitos Humanos da Grécia está a pressionar o governo para que este reconheça os direitos dos casais homossexuais. Um passo muito significativo neste que é um dos países mais conservadores da UE, e que teve apenas em 2005 a sua primeira marcha LGBT.O Governo grego abriu o debate sobre o casamento homossexual, ao propor o reconhecimento das uniões de facto. O ministro da Justiça, Costsis Hadzidakis, apresentou uma proposta para rever o direito familiar, e logo as associações de defesa dos direitos dos homossexuais - e a seguir, a Igreja Ortodoxa - perguntaram se o reconhecimento das uniões de facto não se poderia estender aos casais homossexuais. O debate está a lavrar na sociedade grega, com a opinião pública dividida: 48,3 por cento dos cidadãos está contra a legalização das uniões gay, enquanto 45,1 por cento é a favor.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

ILGA lança campanha anti-discriminação


A nova campanha para nova legislação europeia anti-discriminação é lançada pela ILGA de forma a que a legislação europeia abranja a protecção contra várias formas de discriminação. Assim, a Comissão Europeia vai finalmente propor uma nova directiva Directiva-Quadro em Junho de 2008. Participe e diga ao Presidente da Comissão que acha importante que esta directiva inclua a discriminação em função da orientação sexual!